Arquivo mensal: janeiro 2015

(?)

Pura poesia esta postagem

Palavra carbonizada

Pela primeira vez estou escrevendo num lugar que não me pertence e num teclado que nunca toquei. Erro enquanto digito, paro para consertar e persisto. As teclas estão pintadas com algum esmalte transparente que encobriu as letras, e com a intenção de reparo refizeram-as com corretivo. Nos meus ouvidos, novamente, morphine, morphine? Morfeu.

Uma solidão branda se apossou de mim, eu sofri um acidente na noite e nossos mundos colidiram, quando mundos colidem há sobreviventes? Treat me wrong, honey, I don’t care. Não há nada que eu queira além de parar de ser. Parar de ser é um desejo estranho, mas é isso que eu quero, um nada, um vácuo sem fim, sem som, sem cor, sem pensamento, sem forma, sem toque, sem cheiro. A insipidez pura e em todas as instâncias. Não faço ideia do que me fez chegar a querer isso. Há alguns dias atrás tive a certeza…

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